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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Rio II

Varsovia,
Hanói,
Bagdá,
Cabul,
Faluja,
Homs...
Rio de Janeiro.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Cálida luz

Ínsitos elãs,
trevas são.

Razão rútila,
sobre báratro.

Cálida luz,
orna alma.


quinta-feira, 24 de março de 2016

Dois lados, uma face

Extremismo tolo,
radical também o é.

Paixão dicotômica obnubila,
emoções exacerba.

Alcame-se, afaste-se,
coloque razão no tudo.

Certos não existem,
todos estão errados. 

Direita, esquerda, centro,
lado só: o deles.

Defendemos bandeiras,
luz do dia, seguem faceiros.

Errado é certo,
certo perde sentido.

Sociedade doente,
sucumbiu ante falta.

Corruptos inatos,
daí sistema intacto.

Dois lados,
uma face.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Linhas cruzadas

Conversa direta,
diálogo estreito.

Intromissão transversa,
oportuna interlocução.

Ruídos recorrentes,
fim da conexão.


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Eu

Penso, existo,
reflito, persisto,
reajo, conflito.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

terça-feira, 9 de abril de 2013

Espera

Não espere nada,
não espere de ninguém.

Não espere, vá e faça,
para seu próprio bem.

terça-feira, 26 de março de 2013

Doce Veneno (revisado)


Sem soro,
doce veneno.

Língua adormece,
gota só.

Experimentar,
viciante sabor.

Vida mais,
morte destino.

Desemprego


Quem está desempregado,
é porque busca em lugar errado.

Vire-se para dentro,
e procure em si mesmo.

O maior desemprego,
é a alma sem apreço.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

[Re]Começo

Vira o dia,
vira a noite.

Fim do ano,
início d'outro.

Recomeço,
do começo.

Reconheço,
novo inteiro.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Fim

Fim.
Que venha o novo,
e revigore meu ser.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Peça única

Parte de mim,
é permanente.

A outra,
é de repente.

Uma racional,
é lógica.

A outra intuitiva,
é louca.

Que se reparte,
e se junta.

Sendo eu,
peça única.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Batidas

Recosto-me,
no seu colo.

Escuto batidas,
sinto a respiração.

Simples afago,
paz e meditação.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Solo

Debruça-se no ninho,
vislumbra imensidão.

Sente-se acanhado,
desejando conforto.

Última intervenção,
um último empurrão.

As asas batem,
eles se vão.

Deixo o coadjuvante,
passo a espectador.

Missão cumprida,
ente tão querido.

Parte de mim,
que segue, então.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Céu seu

Céu cinza,
nuvens pesadas.

Sem Sol,
noites passadas.

Amanheceu,
tudo muda.

Frestas raiantes,
abrem passagens.

Azul é o céu,
claro o dia.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Mudança

Rescrever,
a própria história.

Por onde seguir,
tomar novo rumo.

Deixar o que já foi,
abraçar o que vem.

Paz profunda

Na profundidade dos mares,
na imensidão dos oceanos.

Neste ambiente inóspito,
hostil a minha presença.

Encontrei na tranquilidade,
e no impertubável silêncio.

Uma plácida paz,
A minha paz profunda.

sábado, 20 de outubro de 2012

Amor amigo

Infantil, pueril,
cresce e amadurece.

Adolescente, elouquente,
enlouquece e transparece.

Maduro, contudo,
fortalece e permanece.

sábado, 6 de outubro de 2012

Precisão

Retomada lenta,
calculada medida.

Palavra locada,
escrita precisa.

O tolo e o sábio

Enquanto o tolo,
age como tudo soubesse.

O sábio o observa,
e aprende com seus atos.