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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Rio II

Varsovia,
Hanói,
Bagdá,
Cabul,
Faluja,
Homs...
Rio de Janeiro.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

3 Amores

Primeiro Eros,
o egoísta.

Atrai e conquista,
o prazer próprio.

Segundo Filos,
o companheiro.

Une e mantém,
pelo bem alheio.

Terceiro Ágape,
o absoluto.

Inumano e distante,
só um cão o tem.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Cálida luz

Ínsitos elãs,
trevas são.

Razão rútila,
sobre báratro.

Cálida luz,
orna alma.


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Espelho

Imagem distorcida,
de quem realmente é.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Sopro

Um sopro,
suspiro.

Inspiro e,
expiro.

Um passo,
passado.

Distância,
encurtada.

Um toque,
retoque.

Força e,
tração.

Um sopro,
sorriso.

Corro,
vivo então.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Eu

Penso, existo,
reflito, persisto,
reajo, conflito.

terça-feira, 26 de março de 2013

Desemprego


Quem está desempregado,
é porque busca em lugar errado.

Vire-se para dentro,
e procure em si mesmo.

O maior desemprego,
é a alma sem apreço.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Solo

Debruça-se no ninho,
vislumbra imensidão.

Sente-se acanhado,
desejando conforto.

Última intervenção,
um último empurrão.

As asas batem,
eles se vão.

Deixo o coadjuvante,
passo a espectador.

Missão cumprida,
ente tão querido.

Parte de mim,
que segue, então.

sábado, 6 de outubro de 2012

O tolo e o sábio

Enquanto o tolo,
age como tudo soubesse.

O sábio o observa,
e aprende com seus atos.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Despedida

Adeus.

Inicio pelo fim,
despeço-me.

A catarse,
esgotou-se.

Palavras,
finitas.

Tempo,
escasso.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Inspiração

Busco em palavras ditas,
em palavras escritas,
por aqueles que admiro ou não.

Em palavras fúteis, vazias
cheias de alegria e alegorias,
quais o discurso tenha ou não, razão.

Em palavras sem medo, bandidas,
que desrespeitam a vida, transgredidas,
onde se possa enxergar como as manhãs virão.


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Desejo realizado

Quero realizar,
o que desejo,
o meu desejo.

Ser quem sou,
não quem quer,
que eu seja.

Imagem real,
sem reflexo espelhado,
própria identidade.

Não desejo caminhos,
muito menos direções,
quero fugas.

E em um só sentido,
para longe, para bem longe,
do convencional.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Epitáfio de Pierre

O maior na vida,
é lutar, não vencer. 

E sua essência, 
ter competido bem.

sábado, 21 de julho de 2012

Impossível

Nada é certo,
o que será errado.

Tudo é possível,
desde que se queira.

O impossível não existe,
a porta está aberta.

Quem vai,
entrar primeiro.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Tombo

Caí de bicicleta,
descendo a ladeira.

Descalço perdi,
a cabeça do dedão.

Ralei os joelhos,
as mãos esfolei.

O banco voou longe,
beliscando minha perna.

Recuperado ouvi,
um senhor reclamar.

Tenha atenção,
irresponsável veloz.

Mal sabia ele,
havia perdido o freio.

Assim a vida é,
imprevistos alheios.

Ousar, agir,
mesmo que falhe.

Enquanto observam,
estáticos comentam.



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Vida

Enquanto sigo minha vida,
sem um destino final.

Ninguém a controla,
somente a mim se reporta.

Meu futuro inescrito,
decidido pela presente ação.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Amor fabricado

Não existe amor a primeira vista,
muito menos amor eterno.

Todo amor é fabricado,
afirmo com certeza absoluta.

Vem no primeiro instante,
a centelha do despertar.

Chamado da atenção,
para detalhes despercebidos,
do alguém a sua frente.

O interesse depois,
desejo de se saber e,
em querer mais.

Daí o amor fabricado,
construído da centelha,
do crescente desejo.

Assim como fabricado,
pode ser descontruído,
destruído até.

Desatenção da rotina,
acaba por desfazê-lo,
planta que se deixa de regar,
e definha ante ao tempo.

Poucas as variações,
que não se esgotam,
sem este contínuo.

Amizade é uma delas,
amor por um filho outra,
o resto é labuta.